Novo Blog!

•abril 20, 2009 • Deixe um comentário

Estamos com um novo blog, agora:

http://coletivoasema.tk

Blog completo do Coletivo Asema – Juventude Sustentável.

Informação e compreensão – por Iasmin Maia.

•abril 15, 2009 • Deixe um comentário

É rotineiro ouvirmos discursos inflamados sobre: a natureza, religião, política, futebol e estrutura social. Geralmente pensamos: ”Lá vem outro falatório sem propósito (na verdade o único objetivo é nos aborrecer.)”.

  Eco-chatos, malucos com Bíblia debaixo do braço nos falando que o mundo irá acabar, políticos nos obrigando a pagar maiores impostos, mas é a vida,isso com certeza não tem nenhuma ligação com as catástrofes naturais ocorridas nos últimos anos,pelo menos é assim que pensamos.

  Não percebemos que quando em um lugar chove mais e em outro chove menos tudo é influenciado. Colheitas são perdidas, o valor dos alimentos sobe, e como conseqüência o salário de nossos pais encolhe, assim ficamos sem o sagrado dinheirinho do cinema (Poxa vida!). Isso é só um pequeno exemplo de como uma coisa insignificante que ocorre do outro lado do mundo pode nos afetar.

  O repetitivo efeito estufa, a fatigante erosão dos solos e o assoreamento dos rios, o rabugento lixão onde não há reciclagem. Tudo isso é produto de nossa indiferença perante um mundo que está em constante metamorfose e que precisa de planejamento e sustentabilidade.Sinceramente você pensa que esse resultado é natural e que a terra vai reabsorver?

  Temos acesso à informação, o grande problema é que lemos, mas entender o significado de algo que parece tão desimportante é bem diferente. É por isso que estamos aqui para tentar, nem que seja com um humilde resultado, mudar a compreensão de todos a volta sobre estas problemáticas.

Cineclube Socioambiental

•abril 10, 2009 • Deixe um comentário

11 milhões de pessoas, quase 6 milhões de automóveis; um acidente a cada 3 minutos; uma pessoa morta a cada 6 horas; 8 vítimas fatais da poluição por dia. Vidros escuros e fechados evitam o contato humano. Tédio, raiva angústia e solidão na cidade que não pode parar, mas não consegue sair do lugar.

CINECLUBE SOCIOAMBIENTAL APRESENTA O DOCUMENTÁRIO:

 SOCIEDADE DO AUTOMÓVEL

Data: 16/04

Hora: 16H

Local: Sala 8B, prédio do convênio, Ideal B.C. (Mundurucus, 1412, Batista Campos Belém-PA)

Por que o jovem não deve ler! – contribuição: Yasmin Ainá

•abril 9, 2009 • Deixe um comentário

Por que o jovem não deve ler!

Ulysses Tavares

Calma, prezado leitor, nem você leu errado, nem eu pirei de vez. Este artigo pretende isso mesmo: dar novos motivos para que os moços e moças de nosso Brasil continuem lendo apenas o suficiente para não bombar na escola. E continuem vendo a leitura como algo completamente estapafúrdio, irrelevante, anacrônico, e permaneçam habitando o universo ágrafo dos hedonistas incensados nos realitys shows.

(Êpa, acho que exagerei. Afinal, quem não lê, muito dificilmente vai conseguir compreender esta última frase. Desculpem aí, manos: eu quis dizer que os carinhas, hoje, precisam de dicionário pra entender gibi da Monica, na onda dos sarados e popozudas que vêem na telinha, e que vou dar uma força pra essa parada aí, porra.)

Eu explico mais ainda: é que, aproveitando o gancho do Salão do Livro Infanto-Juvenil, em novembro agora no Parque do Ibirapuera, Sampa, pensei em escrever sobre a importância da leitura. Algo leve mas suficiente para despertar em meia dúzia de jovens o gosto pela leitura (de que? De tudo! De jornais a livros de filosofia; de bulas de remédio a conselhos religiosos; de revistas a tratados de física quântica; de autores clássicos a paulos coelhos.)

Daí aconteceram três coisas que me fizeram mudar de rumo e de idéia. Primeiro eu li que fizeram, alguns meses atrás, um teste de leitura com estudantes do ensino fundamental de uma dezena de vários países. Era para avaliar se eles entendiam de verdade o que estavam lendo. Adivinhem quem tirou o último lugar, até mesmo atrás de paizinhos miseráveis e perdidos no mapa mundi? Acertou, bródi: o nosso Brasil. Logo depois, li uma notícia boa que, na verdade, é ruim: o (des)governo de São Paulo anuncia maior número de crianças na escola. Mas adotou a política da não reprovação. Traduzindo: neguinho passa de ano, sim, mas continua técnicamente analfabeto. Porque ler sem raciocinar é como preencher um cheque sem saber quanto se tem no banco.

E, por último, li em pesquisa publicada recentemente nos jornais, que para 56% dos brasileiros entre 18 e 25 anos comprar mais significa mais felicidade, pouco se importando com problemas ambientais e sociais do consumo desenfreado. Ou seja, o jovem brasileirinho gosta de comprar muitas latinhas de cerveja, mas toma todas e joga todas nas ruas ou nas estradas, sem remorso. Viram como ler atrapalha?

A gente fica sabendo de fatos que, se não soubesse, teria mais tempo para curtir o próprio umbigo numa boa, sem ficar indignado e preocupado com a situação atual de boa parte de nossa juventude. E também faz o tico e o teco (nossos dois neurônios que ainda funcionam no cérebro, já que se dividirmos o quociente de inteligência nacional pelo número de habitantes não deve sobrar mais que isso per capita) malharem e suarem, em vez de ficarmos admirando o crescimento do bumbum e do muque no espelho das academias de musculação. Porisso que, num momento de desalento, decidi que, de agora em diante, como escritor e professor, nunca mais vou recomendar a ninguém que leia mais, que abra livros para abrir a cabeça.

 A realidade é brutal e desmentiria em seguida qualquer motivo que eu desse para um jovem tupiniquim trocar a alienação pela leitura. Eu reconheço: a maioria está certa em não ler. E tem, no mínimo, 5 razões poderosas , maiores e melhores que meus frágeis argumentos ao contrário:

1. Se ler, vai querer participar como cidadão dos destinos do País. Não vale à pena o esforço. Como disse o Lula (que não teve muita escola, mas sempre leu pra caramba), a juventude não gosta de política, mas os políticos adoram. Porisso que eles mandam e desmandam há séculos;

2. Se ler, vai saber que estão mentindo e matando montes de jovens todos os dias em todos os lugares do Brasil impunemente; principalmente porque esses jovens não percebem nem têm como saber (a não ser lendo) a tremenda cilada que é acreditar que bacana é mentir e matar também;

3. Se ler, vai acordar um dia e se perguntar que diabo é isso que anda acontecendo neste lugar, onde só ladrões, corruptos, prostitutas e ignorantes, aparecem na mídia;

4. Se ler, vai ficar mais humano e, horror dos horrores, é até capaz de sentir vontade de se engajar num trabalho comunitário, voluntário e parar de ser egoísta;

5. Se ler, vai comparar opiniões, acontecimentos, impressões e emoções e acabar descobrindo que sua vida andava meio torta, meio gado feliz.

 O espaço está acabando e me deu vontade de lembrar que ninguém -nem mesmo alguém que não vê utilidade na leitura – pode achar que há um belo futuro aguardando uma juventude que vai de revólver pra escola e, lá, absorve não conhecimentos mas um baseado ou uma carreirinha maneira.

Sim, é outra pesquisa que li, esta dando conta que sete entre dez estudantes brasileiros andam armados, tres entre dez se drogam na escola, sete entre dez bebem regularmente. Mas páro por aqui já que, apesar destes tristes tempos verdes e amarelos (as cores do vômito, papito), lembro também de tantos poetas, jornalistas e escritores que, ao longo de minha vida de leitor apaixonado, me deram toques de esperança, força e fé na mudança.

De um especialmente – o poeta Tiago de Melo – com seu verso comovido e repleto de coragem:

“Faz escuro, mas eu canto!”

Talvez meu pequeno cantar sirva de guia do homem (e mulher) de amanhã. E que, lendo mais, ele/ela evite de ter como única alternativa para mudar de vida dar a bunda (e a alma) ou engolir baratas (e a dignidade) diante das câmeras de televisão.

Fonte: http://www.casadacultura.org/Literatura/Artigos/g01/porque_jovem_naodeve_ler.html

Créditos para Yasmin Ainá, que contribuiu com o texto.

Organismo Terra – por Iasmin “Baiana”

•março 29, 2009 • Deixe um comentário

A Terra é um organismo vivo, e se pensarmos com clareza, agimos nela como parasitas em nossos corpos. Alguns são benéficos e outros, extremamente prejudiciais.

O ar, a terra, a água são todos extensões de nossas pernas e braços, fazem parte de nossas vidas e são essenciais. Mas essa estória já foi repetida diversas vezes, e quando as ações parasitas quando não nos atigem diretamente, não nos interessamos pelos estragos que estão sendo feitos. O grande problema é que  eles, na verdade, acabam nos atingido.

Quando você está em um engarrafamento infernal por causa das ruas alagadas e transbordando lixo, talvez se dê conta do parasita que é. E de que você tem sua parcela de culpa. Culpa por ficar passivo à poluição, culpa por achar que lixo jogado na rua, por mais que em pequenas quantidades, não vai fazer diferença. Os sinais estão a mostra, mas é você quem decide como reagir. E melhor ainda, qual a importância que você dá ao seu próprio corpo.

Texto por: Iasmin “Baiana”.

Obrigada pela contribuição!!

Se você tem algum texto, matéria, fotos, música, vídeo, enfim, qualquer coisa para contribuir com o blog, sinta-se muito bem-vindo. Abraços!

Cineclube Socioambiental no Ideal

•março 27, 2009 • 1 Comentário

Aconteceu hoje a primeira exibição do Cineclube Socioambiental, no Colégio Ideal, em Belém. Uma iniciativa inédita na escola, que faz parte do Projeto Soluções Ideais (ainda em fase de elaboração). O cine-socioambiental traz à tona o debate sobre o meioambiente, preservação do planeta e práticas sustentáveis, tentando sempre trazer o máximo possível essas questões para a nossa realidade.

O encontro foi um sucesso, com a presença de vários alunos do terceiro ano e convênio do Ideal. Após assistir o documentário do Greenpeace “Mudanças de Clima, Mudanças de Vida”, Luã Gabriel comandou a conversa sobre a preservação ambiental e o nosso papel na preservação.

Estudantes reunidos no primeiro encontro do Cineclube Socioambiental

Estudantes reunidos no primeiro encontro do Cineclube Socioambiental(clique para ampliar)

 *Da esquerda para direita: Luã Gabriel, Wendy Cardoso, Marina Vita, John Estevão, Milana Valente, Pedro Cardoso, Clarissa Vicente, Leilane Dias, Éder, Julie Consolação, Danilo e Natália Pinheiro. Foto por: Wirna Cardoso.

Assuntos como a revolução industrial, emissões de CO2, mudanças do clima em Belém, consumismo, o papel da escola, reforma agrária, educação, vestibular, mídia, foram abordados, gerando uma interligação de todos os aspectos do cotidiano e problemas socias com o aquecimento global e problemas ambientais em geral.

As contribuições foram de extrema importância ao Projeto e aos próprios alunos, e o Cineclube continuará acontecendo.

Planeta Água!

•março 22, 2009 • 1 Comentário

Bom dia car@s!

Terra, 22 de março de 2009, Dia Mundial da Água.

O dia amanhece claro, mas nas proximidades de 12h a chuva começa. Horário estranho, não? Regularmente a chuva cai às 14h, 15h. O que está acontecendo?

Os sinais que a natureza nos dá são sutis, mas não imperceptíveis. Agitados com a correria do dia-a-dia não nos damos conta que há muito a Terra tenta se comunicar conosco.

Ciclones, tsunamis, tornados, enchentes, são noticiados pelos jornais e televisão. Bem, a função dos jornais e tele-jornais é repassar informações para todo o mundo, mas cabe a nós interpretar. É como os nervos e gânglios:  nervos transportam as informações adquiridas pelos olhos, nariz, ouvidos, boca, tato, e os gânglios interpretam-as como sensações de dor, quente, frio, cócegas.

Não estamos interpretando bem essas informações. No máximo, a culpa é do “governo”. As enchentes nos bairros periféricos, é por causa da falta de saneamento. Se são doenças, é a  precariedade da saúde. Não nego que a má administração seja um fator responsável, mas não podemos simplesmente nos sentir alheios à isso.

Jogar lixo nas ruas, valas, canais, também contribui para as enchentes. Deixar de tomar vacinas e não manter a casa limpa, também contribui para a proliferação de doenças. E o mesmo vale para o nosso planeta. O uso desnecessário de água e o consumo perdulário contribuiem para tudo aquilo que já estamos carecas de saber: aquecimento global, degradação das florestas tropicais e equatorial.

Resultado no cotidiano: chuvas desreguladas, transtorno, queda das condições de vida.

Mais uma vez, caímos na mesma indagação: o que podemos fazer pelo nossa Terra?

E mais… Até quando os endinheirados conseguirão pagar por ela?

FELIZ DIA MUNDIAL DA ÁGUA!

Atenção: mudança de data

•março 20, 2009 • Deixe um comentário

Atenção!

Nova data da atividade: 27/03, às 15h!

A data da atividade do Cineclube Socioambiental mudou para o dia 27/03. Mas o horário permanece o mesmo, 15h !

A mudança foi feita pois a coordenação do Colégio Ideal marcou uma prova extra dia 25/03, no mesmo horário.

Esperamos vocês!

Abraços.

Primeira atividade no Colégio Ideal

•março 18, 2009 • Deixe um comentário

Cineclube Socioambiental, dia 27/03 às 15h, sala 8b, Colégio Ideal B.C.

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Pessoal, será realizada a primeira sessão do Cineclube Socioambiental, no Colégio Ideal (Mundurucus, Batista Campos, Belém – PA), com a exibição do documentário “Mudança de Clima, Mudança de Vida”.

A atividade vai ter a presença do ambientalista Luã Gabriel, da ONG Argonautas, que irá participar do debate após a sessão, discutindo a temática do documentário, e o papel do jovem na preservação ambiental.

Estão todos convidados! Aguardo vocês!

DATA: 27/03

HORA: 15H

LOCAL: IDEAL BATISTA CAMPOS, PRÉDIO DO CONVÊNIO SALA 8B (Rua dos Mundurucus, 1412, Batista Campos, Belém – PA)

Abraços.

Entrevista com Patrícia Mousinho

•março 17, 2009 • Deixe um comentário

Recebi esta entrevista por email, de uma leitora do blog. Achei interessante a relação aluno-escola-professor-meioambiente. Espero que gostem. Abraços.

Patrícia Mousinho

Educadora ambiental, Patrícia Mousinho atua há 16 anos na área. Foi secretária executiva da Rede Brasileira de Educação Ambiental (Rebea) entre novembro de 2004 e dezembro de 2007. Atualmente, é consultora do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente.
A. S. Quais são os principais desafios dos educadores ambientais para lidar com um tema tão complexo como as mudanças climáticas junto a um público infanto-juvenil?

P. M.: Acredito que um primeiro grande desafio é o acesso à informação qualificada por intermédio das grandes mídias. Sabemos que no nosso país a maioria da população tem acesso à informação por esses meios. Então, é fundamental que nós tenhamos uma mídia qualificada, preparada para lidar com as questões ambientais. O segundo desafio é a ampliação da atuação também fora das instituições de ensino, porque não adianta atuar apenas em sala de aula em um país no qual boa parte da população não tem acesso à escola.

A. S. Qual tem sido a contribuição da educação ambiental brasileira?

P. M.: A educação ambiental é como qualquer processo educativo: ela é uma ação, um processo de longo prazo. No Brasil, é uma área jovem – acho que tem cerca de 30 anos de história –, mas vem sendo construída e bastante fortalecida nas instituições de ensino e nas pesquisas. Temos excelentes autores de prestígio internacional. Além disso, desde 1999, temos uma experiência importantíssima, que é a Política Nacional de Educação Ambiental.

Atualmente, os educadores ambientais do Brasil estão articulados em rede e trocam experiências também com colegas de Portugal e da África. Temos uma aproximação muito grande com os países de língua portuguesa. Existe uma rede lusófona de educação ambiental, que troca informações por meio de listas de discussão na internet. Considero que estamos vivendo um momento ainda de grandes dificuldades, mas também de muitas conquistas, como este diálogo ativo entre educadores pelo país, a construção de políticas públicas e os movimentos de juventude, cada vez mais qualificados e atuantes.

A. S. Os professores estão bem preparados para a missão?

P. M.: Tem de haver um investimento permanente na qualificação dos professores. Primeiro, porque eles não tiveram a questão ambiental como uma das temáticas trabalhadas na sua formação. Nesse sentido, é uma área nova em sua própria formação. Segundo, porque é uma área muito dinâmica, que exige uma necessidade de atualização permanente. Por isso volto à questão da importância de uma mídia qualificada, para manter atentos e atualizados não só os professores, mas também a população. Temos trabalhado muito com a formação dos nossos próprios públicos, com as pessoas das comunidades, para que elas produzam comunicação. Este é outro ponto: não achar que a comunicação é só aquilo que tem que ser recebido e pronto, vindo de alguém que detém o conhecimento.

A. S. A questão das mudanças climáticas está presente e sendo trabalhada de maneira profunda na educação ambiental brasileira?

P. M.: Eu acredito que o tema esteja presente. Mas ele tem que ser trabalhado com qualidade. Há de se ter cuidado para que a inserção da temática das mudanças climáticas nos cursos não seja simplesmente moda, para que ela seja trabalhada de forma responsável. É fundamental que a questão seja trabalhada com reflexão coletiva sobre pontos como: quais são os melhores caminhos para se trabalhar essa temática? Há informação suficiente? O que os educadores ambientais podem fazer? Quais os caminhos para se fazer frente às mudanças climáticas? Devemos nos fazer estas e outras perguntas sempre com uma visão propositiva. Não basta diagnosticar o desafio, é preciso pensar o que se pode fazer para tentar ajudar a combater esse fenômeno.